Críticas à app que permite levar no móvel o abono transporte da Comunidade de Madri

Uma vez que se usa a app, o cartão físico fica bloqueada e o utente só pode validar suas viagens em Metro, autocarros e Cercanias acercando o smartphone

Varias personas en el Metro de Madrid   EUROPA PRESS EDUARDO PARRA
Varias personas en el Metro de Madrid EUROPA PRESS EDUARDO PARRA

Faz uns dias, a Comunidade de Madri apresentou o aplicativo Meu cartão transporte, que permite validar o abono mensal directamente desde o telefone móvel. Com esta medida, o Executivo autonómico pretendia dar resposta a uma demanda crescente dos cidadãos, que apostam pelo uso do smartphone para aceder ao autocarro ou Metro, sem necessidade de recorrer ao cartão físico.

Desde o próprio aplicativo, os utentes podem consultar os títulos ativos, comprovar seu saldo disponível e recarregar o abono utilizando um cartão bancário através de Google Wallet. Por enquanto só podem a utilizar os utentes de Android (9.0 ou superior): os madrilenos que tenham um iPhone terão que esperar algo mais de tempo.

Bloqueio do cartão físico

A app já tem superado as 53.000 descargas em só uma semana, conquanto as críticas também têm proliferado: o sistema não está sincronizado, de maneira que, uma vez que o utente utiliza a app, o cartão tradicional deixa de funcionar.

"Se têm descarregado 53.000 pessoas a app e só 15.000 a usam no móvel, isto é, um 28,3% é que igual também não está muito bem proposto o sistema como deveria. O bloqueio do cartão físico se usas a versão móvel atira a muita gente para atrás, e é normal, é uma chapuza", criticava um utente em X (dantes Twitter).

"Que passa se se te fica o móvel sem bateria?"

Nesta linha, outro apontava que "um cartão virtual nunca deve substituir a uma física". "O do cartão no móvel é um grande progresso, mas que te deixe de valer o cartão físico se a pões em móvel… Que passa se se te fica o móvel sem bateria ou o perdes?", questionava um terceiro.

"O processo para realizar esta mudança é singela e seguro. Basta com acercar o cartão físico ao leitor NFC do telefone móvel, seguir as indicações da app e transferir o conteúdo ao suporte digital gerado em Google Wallet. Uma vez completada a gestão, o cartão físico fica bloqueada e o utente pode validar suas viagens em Metro, autocarros urbanos e interurbanos, metros ligeiros e Cercanias acercando o smartphone à máquina, mantendo em todo momento os perfis e descontos associados", explica, por sua vez, o Consórcio de Transportes de Madri.